Chamada de “foragida”
no início do ano, vereadora dá troco e chama colegas de “oportunistas”
Presidente eleito
culpa “meia dúzia de portariados”
Não satisfeita com a
atitude dos colegas que repentinamente elegeram Mesa Diretora da Câmara de
Vilhena para o biênio 2019/2020, a vereadora Vera da Farmácia (PMDB) revidou o
ataque que sofreu no início do ano, quando junto com mais três colegas, decidiu
faltar à primeira sessão da Casa, na qual seria eleit o primeiro presidente da
atual legislatura. A falta justificada como uma forma de prestar solidariedade
à Leninha do Povo (PTB), que tinha sentido um mal-estar, gerou repercussão e
soou como uma manobra do quarteto, que estava em desvantagem para a composição
de uma chapa. Entenda aqui.
Vera que, na ocasião,
também foi considerada foragida (expressão usada em memes que a ridicularizavam
nas redes sociais e grupos de WhatsApp), chamou de “oportunistas” os
oposicionistas, e disse ainda que eles “se sentiram privilegiados porque
compõem a maioria na Casa nesse momento”. No entanto, conforme estimou a
vereadora, usaram a estratégia porque perderiam força com a chegada dos outros
três companheiros, os quais ela nega que sejam os vereadores presos, Vanderlei
Graebin (PSC), Carmozino Alves (PSDC) e Junior Donadon (PSD). “Sou a favor de
chamar os suplentes”, justificou.
Em resposta à acusação
da peemedebista, o vereador eleito presidente ontem à noite, Ronildo Macedo
(PV) disse que a eleição foi realizada de forma legítima e de acordo com o Regimento
Interno. A estratégia, conforme avalia o parlamentar, foi pensada para não ser
criada uma “tropa de choque” no legislativo “que agiria na contra-mão dos
interesses da população futuramente”.
Macedo destacou ainda
que o todo o barulho realizado no plenário, durante a votação, não representa o
interesse da coletividade e que “foi encomendada e representada por uma meia
dúzia de portariados que defenderam interesses próprios e de quem banca seus
cargos”.