Lobato explicou incidente e lamentou ocorrido
Em entrevista por telefone ao FOLHA DO SUL ON LINE, na manhã desta segunda-feira, 06, o inspetor-chefe da Polícia Rodoviária Federal em Vilhena, João Paulo Monteiro Lobato deu detalhes de um episódio registrado ontem pelo site e que rendeu críticas tanto ao próprio veículo de comunicação quanto às autoridades envolvidas no caso. Lembre aqui.
Lobato informou que "a CNH apresentada continha informações conflitantes com o sistema do governo federal, utilizado por vários órgãos da administração pública. Diante de tal situação, a equipe realizou a consulta a três outras fontes de pesquisa, as quais também apresentaram divergências com os dados constantes na CNH portada pelo condutor do veículo. Esta situação gerou a desconfiança sobre uma possível falsificação do documento. Havendo indícios de crime é dever da PRF encaminhar os fatos a autoridade policial competente, sob pena de se incidir em crime de prevaricação".
O inspetor também esclareceu que "o sistema de consulta não é alimentado e nem administrado pela PRF" e que "não houve o uso de algemas e a condução à PF se deu de forma harmoniosa". O policial lamentou o ocorrido, mas deixou claro: “Nós executamos o procedimento recomendado, que é encaminhar casos suspeitos para a PF. Não podemos ignorar indícios de crime porque o suspeito é idoso. Isso seria prevaricar”.
Lobato também disse que, tão logo foi confirmada a inocência do motorista, a própria PRF foi até a Polícia Federal apresentar as provas da falha e pedir a libertação do idoso, o que foi feito rapidamente.
“Nós precisamos da ajuda de toda a sociedade neste enfrentamento a ilegalidades. A PRF usa um sistema sujeito a falhas e, assim, infelizmente, casos desse podem ocorrer, embora sejam raros. Graças a Deus, apesar do transtorno, aquele senhor já pode seguir viagem. Mas volto a esclarecer: cumprimos o nosso dever e não temos interesse em prejudicar ninguém”, desabafou o inspetor.