Adriano Vilhenense pretendia disputar vaga na convenção da legenda
 
Bolsonarista mais conhecido da cidade, o comerciante que adotou o nome de “Adriano Vilhenense” se enfureceu em grupos no WhatsApp após ter sua filiação barrada no PL, partido pelo qual pretendia ser candidato a vereador este ano.
 
“O PL em Vilhena está totalmente vendido e manipulado”, disparou o militante, ao procurar o FOLHA DO SUL ON LINE na manhã deste domingo, 07, para denunciar as ilegalidades que garante estar testemunhando na agremiação, que deverá indicar o candidato a vice ao atual prefeito na maior cidade do Cone Sul de Rondônia.
 
Embora já tenha concorrido a deputado estadual, Adriano iria disputar sua primeira eleição municipal. E sua saga para se filiar ao “Partido de Bolsonaro” começou no ano passado, em busca de uma vaga junto à direção local da agremiação.
 
Como os dirigentes do PL davam pouca atenção ao comerciante, ele decidiu fazer sua filiação através da internet, mandando depois a ficha física para ser abonada e poder disputar uma das 14 vagas na sigla para concorrer a vereador.
 
Adriano garante ter sido informado de que sua filiação será mesmo barrada, e que o PL já preencheu todas as vagas de candidatos à vereança. E repetiu, na entrevista ao site, o que tem disparado em grupos no WhatsApp: “a cúpula fez uma panelinha e já escolheu quem vai disputar as eleições este ano em Vilhena. Total desrespeito aos filiados, que não podem se manifestar, como acontece em todos os partidos políticos”.
 
Antipetista “juramentado”, Vilhenense ainda não sabe o que fazer para tentar ser candidato pelo partido com o qual se identifica, e não descarta ir à justiça para pelo menos ter o direito de disputar sua indicação na convenção do PL. No momento, sem estar filiado por “arbitrariedade do diretório municipal”, o bolsonarista está de pés e mãos atados.