Na segunda-feira, dia 13, uma mulher identificada apenas como “Rosa Maria”, 33 anos, deu entrada no Hospital Regional de Vilhena para ter o quarto filho. Separada recentemente do marido, teria dito aos profissionais que a atendiam: “Não me deixem morrer, porque lá em casa os meus três filhos dependem de mim”.
A frase, aparentemente pronunciada em tom de brincadeira, mostrou-se  tragicamente profética: na manhã do dia seguinte, a gestante morreu em virtude de uma intensa hemorragia pós-parto. O bebê, que é do sexo feminino, sobreviveu e passa bem.
A dramática história da mãe que só viveu o suficiente para ver o rosto da última filha, chegou ao FOLHA DO SUL ON LINE através de uma leitora do site, que acompanhou todo o comovente episódio.
Segundo a interlocutora, no momento em que chegou ao HR, a mulher, que trabalhava como vendedora numa loja de materiais para construção, estava com dilatação normal e não apresentava nenhum problema. Após o parto normal, começou a sangrar muito e, mesmo internada na UTI, e recebendo transfusões de sangue, continuou em estado grave. Apesar dos esforços da equipe médica que cuidava dela, a paciente morreu na manhã de ontem (terça, 14).
Uma outra pessoa que acompanhou o caso garante que o parto foi feito por uma auxiliar de enfermagem. Diz também que o médico plantonista no dia da tragédia não era obstetra. Evitou, no entanto, relacionar a morte à imperícia da atendente ou a uma eventual omissão do cirurgião. Apesar da gravidade das afirmações, portanto, elas se baseiam unicamente na versão da testemunha. Só poderão ser comprovadas (ou desmentidas) caso algum promotor de justiça tenha interesse em investigar o óbito.
O site também conversou com um outro médico que, embora tivesse conhecimento do caso, não prestou atendimento à gestante. Ele disse que, como a mulher não havia feito pré-natal, não foi possível antecipar possíveis problemas durante o parto. Este profissional garante todas as medidas foram adotadas para salvar a paciente. “Mas há casos em que não há realmente o que fazer. Esse foi um deles, infelizmente!”, reconhece.
O site vai tentar, ainda hoje, conversar com o secretário municipal de Saúde, Vivaldo Carneiro, e com o diretor do Hospital Regional, Adilson Vieira, para que eles comentem o ocorrido.