Na época da realização do Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, que ocorrerá no país neste sábado e domingo, 26 e 27 de outubro, é uma ótima oportunidade que os professores têm para ganhar uma "grana" extra. O governo federal paga um bônus para cada educador que trabalhar como monitor nos dias das provas ocorridas nas próprias escolas em que esses professores trabalham.

 

Em escolas do Cone Sul também não é diferente. Alguns professores já estão cadastrados para serem “fiscais” de provas nos dois dias de realização do Enem. Os educadores selecionados irão trabalhar como aplicadores e chefes de sala.

 

Além dos educadores, também serão contratados para cozinheiros, equipe de apoio, entre outros, e cada um deles receberão um valor diferente pelos dois dias de serviços. “Mas um dos valores mais baixos é o pago aos professores”, desabafa uma professora cerejeirense.

 

Mas a maioria dos educadores está contrariada com o valor pago pelo governo para trabalhar nos dois dias das provas. Neste ano, o bônus pago aos educadores é de cerca de R$ 160 pelos dois dias de trabalho, sábado e domingo.

 

“Este valor é baixo demais pelo que a gente passa”, diz uma professora que trabalha há 15 anos em Cerejeiras. “O governo paga esta quantia vergonhosa porque é para professores se fosse qualquer outro profissional, o valor seria mais alto”, diz a professora, que desistiu de ser monitora do Enem este ano. “Tô fora”, justifica.

 

Além de o bônus ser baixo demais, os educadores dizem também que a “humilhação” que eles passam no local do Enem é grande. “Temos de ficar das 8 da manhã às 6 da tarde na escola, não podemos levar celular e somos constantemente vigiados”, diz uma professora, também em Cerejeiras, que, mesmo assim, resolveu aceitar a proposta do governo e trabalhar nos dias das provas.