O vereador Ronaldo Alevato (PMDB), que já presidiu a Câmara de Vilhena, terá seu destino político decidido pelos colegas, que votarão pela aprovação ou reprovação das contas referentes ao período de dois anos que comandou o Legislativo, entre 2007 e 2008.
O Tribunal de Contas do Estado deu parecer pela reprovação das contas de Alevato, alegando que ele recebeu salários maiores que o previsto em lei. Ronaldo, assim como seus antecessores no cargo, ganhavam um subsídio baseado nos vencimentos do presidente da Assembleia Legislativa. Ao julgar a gestão do peemedebista, o TCE considerou a prática ilegal.
Para tentar reverter a situação, o peemedebista apresentou recurso, alegando que um parecer do conselheiro Chico Paraíba o absolvia no caso. Ex-deputado, Paraíba entendeu que o benefício só poderia ser considerado ilegal a partir de 2009.  O plenário da Corte deve se reunir para debater o assunto, quando a condenação ou absolvição do parlamentar será decidida.
Outros vereadores já espalham pela cidade a informação de que a reprovação das contas tira Ronaldo das eleições deste ano. O advogado Edélcio Vieira acha que o TCE vai reconsiderar a decisão e lembra que, pela lei, apenas reprovação das contas pela própria Câmara poderia provocar o impedimento da candidatura de Alevato. Vieira, aliás, pretende dar parecer favorável para que elas sejam aprovadas no plenário da Casa.
Nos próximos dias, os vereadores se reúnem para votar as contas do colega. O próprio Ronaldo tem procurado os companheiros pedindo votos pela aprovação dos gatos de sua gestão.  Há, no entanto, alguns que querem “negociar” com o peemedebista. Outros ameaçam condenar o edil, o que significaria um forte concorrente a menos nas urnas em outubro.