Rosani deixou de nomear, mas não extinguiu funções

Anunciada como um esforço da prefeita de Vilhena, Rosani Donadon (PMDB), para “enxugar a máquina municipal”, a redução de cargos comissionados e o não-pagamento de funções gratificadas não é exatamente como a equipe da mandatária prega. Lembre aqui.

O FOLHA DO SUL ON LINE buscou, na Câmara de Vereadores, informações sobre alguma lei sancionada por Rosani para acabar com o “cabidão municipal”, mas a verdade é que nada foi mudado na estrutura administrativa do município.

“O que a prefeita está fazendo é deixar de nomear, o que realmente é positivo. Mas essa conversa de que ‘cortou’ cargos é só isso mesmo: conversa”, argumentou uma fonte do site, acrescentando que, caso esteja mesmo disposta a enxugar o quadro de servidores, Rosani deve extinguir os cargos, o que só é possível através de projeto aprovado na Câmara.

Chama a atenção o fato de que as maiores “portarias”, cujos salários vão de R$ 3 mil a R$ 7.900,00 continue sendo preenchidas pela peemedebista com nomes de sua equipe. Os cortes anunciados, portanto, estariam  atingindo apenas os cargos de menor remuneração. 

Diante da situação, um vereador oposicionista projeta uma situação para 2018: “No ano que vem, época de disputa eleitoral, como os cargos não foram extintos, e sim preservados, eles poderão ser ocupados por 500 cabos eleitorais a serviço dos candidatos da família Donadon”.