Mais de 20 testemunhas devem ser
ouvidas até segunda-feira
A Comissão Parlamentar de Inquérito
(CPI) que investiga supostos crimes praticados por vereadores em Vilhena,
começou a ouvir ontem, segunda-feira, 27, testemunhas que prestam depoimento
quanto à polêmica, envolvendo um possível esquema para a aprovação de
loteamentos na cidade. Os três parlamentares, Junior Donadon (PSD), Wanderlei
Graebin (PSC) e Carmozino Alves (PSDC), além dos processos judiciais, também
enfrentam a denúncia que busca comprovar a quebra de decoro parlamentar que
pode resultar na cassação de seus mandatos eletivos.
A CPI tem como integrantes três
estreantes da atual legislatura e tem como presidente o vereador Carlos Suchi
(PTN), relator Rafael Maziero (PSDB) e na função de membro, Ronildo Macedo
(PV).
Pela manhã foram ouvidos cerca de 10
testemunhas convocadas entre elas dois empresários que são delatores do esquema
que ofereciam terrenos e dinheiro em troca das aprovações. O primeiro a ser
ouvido foi o dono do loteamento Cidade Verde, João Freitas. Em seguida, também
foi ouvido o empresário Eliar Negri, proprietário do empreendimento Jardim das
Acácias.
De acordo com o presidente da CPI,
Carlos Suchi, a audiência foi produtiva e puderam agregar os depoimentos ao
parecer que tem como propósito absolver ou condenar os acusados. Suchi declarou
que o teor do que foi colhido ainda não pode ser revelado a fim de preservar a
regularidade processual e evitar possíveis irregularidades nos procedimentos.
Ele acrescentou ainda que as oitivas devem continuar até a próxima
segunda-feira e que mais de 20 pessoas devem ser ouvidas ao todo.
O único que esteve presente na
primeira audiência foi o vereador Carmozino Alves. Ele não estava acompanhado
do advogado de defesa, mas presenciou todos os depoimentos. Assim que encerrar
esta fase processual, a Comissão Processante passa a ouvir os réus. Através da
apuração levantada, começa a ser elaborado o relatório que será apresentado aos
demais edis para a apreciação final.