Alunos de escolas públicas da cidade podem ser forçadas a sair da escolinha de vôlei que funciona no ginásio da Associação Vilhenense de Vôlei (AVV), ao lado do estádio municipal. A entidade exige que meninas e meninos levem exames médicos que os apontem como aptos para a prática de esportes.
O problema é que os menores não conseguem sequer marcar consultas para obter a documentação médica necessária. É o caso de uma garotinha de 6 anos que estuda na escola Ivete Brustolin. De acordo com a mãe da menina, ela tentou obter o atestado no posto de saúde que funciona na avenida Brigadeiro Eduardo Gomes, mas não havia pediatra no local. E o clínico geral que atende na unidade se recusou a fornecer o documento ou fazer a consulta.
A avó da aluna, então, a levou ao Hospital Regional (FOTO), mas lá os atendentes disseram que só fornecem exames em casos de urgência e emergência. Como não consegue cumprir a exigência da AVV, a criança terá que deixar de freqüentar as aulas de vôlei, a exemplo de outras, que também não são atendidas na rede básica de saúde.
O FOLHA DO SUL ON LINE ligou para o secretário de Saúde, Vivaldo Carneiro Gomes, que explicou que no HR realmente os atendimentos são para casos urgentes. Mas se comprometeu em resolver a situação dos estudantes, para que eles não deixem de praticar esportes.