Há 14 anos realizando pesquisas de opinião em várias cidades do Estado, o Instituto Rondoniense de Pesquisa e Estatística (Irpe), com sede em Vilhena, dispõe de números que apontam a situação eleitoral em todos os municípios do Cone Sul e em alguns do noroeste do Mato Grosso, mas não pode divulgar os resultados. Com um nível de acertos de prognósticos que o equiparam a empresas que atuam no sul/sudeste do país, o Irpe se queixa do custo para registrar as sondagens na Justiça Eleitoral.
De acordo com o jornalista Dejanir Haverroth, que mantém equipes de pesquisadores em diferentes cidades, o Conselho Regional de Estatística (Conre) exige que um profissional assine os dados coletados. E só existem três estatísticos registrados em Rondônia, que cobra R$ 1.200 para assinar cada pesquisa. “Isso inviabiliza o nosso trabalho, pois não dispomos desse valor”, reclama Dejanir, lembrando que sua empresa é registrada no próprio Conre, mas não conta com um estatístico permanente em seu quadro de empregados. O profissional que atua no instituto é contratado por cada levantamento realizado.
Dejanir disse que, em virtude do custo, vem optando por divulgar apenas as enquetes, que não têm valor o científico das pesquisas e podem ser levadas a público sem o risco de denúncias na Justiça Eleitoral. Haverroth explica que boa parte dos levantamentos que faz são usados pelos próprios candidatos na definição de suas estratégias de campanha.
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 04 de Junho de 2012, às 09:04