A Direção Estadual do PMDB decidiu que o partido terá candidatos a sucessão municipal nos 52 municípios do Estado. No sábado (15) membros da Executiva Regional e da Municipal se reuniram na sede do partido em Porto Velho, para tratar do assunto. Segundo o secretário geral da legenda, José Luiz Lenzi, vários fatores contribuíram para o fortalecimento do PMDB de forma tal que o partido não tem como não participar das eleições municipais como cabeça de chapa.

Ele cita entre estes fatores a eleição do vice-presidente da República, Michel Temer, na chapa com Dilma Roussef, a reeleição do senador Valdir Raupp com o maior número de votos já obtidos por um político na história de Rondônia, a vitória do candidato peemedebista ao governo, Confúcio Moura e a reeleição da deputada federal, Marinha Raupp, com quase cem mil votos, além da condição de presidente nacional da sigla do senador Raupp. Na avaliação do dirigente partidário, essas lideranças serão fundamentais para vitória dos candidatos peemedebistas nos municípios. 

De acordo com Lenzi, ao contrário da escolha do candidato ao Governo, quando foi realizada eleição prévia em novembro de 2009, nas eleições municipais não haverá esse tipo de consulta aos filiados, razão pela qual o partido já começa a discutir as candidaturas, no sentido de se obter o máximo de consenso.

A declaração do líder peemedebista dá esperanças ao empresário Jaime Bagattoli, que se filiou à legenda recentemente, após receber a garantia do senador Valdir Raupp de que contaria com seu apoio para pleitear a candidatura à Prefeitura de Vilhena.

O problema de Bagattoli é que, na cidade, o diretório do PMDB é presidido pelo deputado federal Natan Donadon, que é irmão do ex-prefeito Melki Donadon, pré-candidato do PTB ao Palácio dos Parecis. Para que o parlamentar não conduza a agremiação rumo a uma aliança com o irmão, Raupp terá que interferir. Sem que o senador “mexa os pauzinhos”, é difícil o empresário conseguir passar pela convenção que escolherá o candidato a prefeito no ano que vem.