Conclusão é que apenado de 21 anos morreu por causa de uma infecção
Em entrevista coletiva na manhã de ontem (sexta-feira, 28), o delegado Núbio Lopes de Oliveira, que comanda a Delegacia de Homicídios de Vilhena, falou sobre a conclusão de um caso que repercutiu no Estado e que teve cobranças por respostas do representante dos Direitos Humanos em Rondônia, do Secretário de Estado da Segurança Pública, e até de um senador: a morte, em julho de 2016, do apenado Cleyton Henrique Carvalho Santos, de 21 anos.
O pai do rapaz, preso por roubos, afirmava que o filho teria sido espancado, o que teria causado a morte dele. O laudo do legista de Cacoal, onde o rapaz faleceu, diz que ele morreu em decorrência de “Sepsemia secundário a abscesso mandibular secundário a ferimento corto-contuso no lábio inferior”. Trocando em miúdos: ele morreu de uma infecção causada por um abscesso mandibular proveniente de um ferimento no lábio.
Lopes de Oliveira disse que as investigações juntaram todos os documentos e ouviram todas as testemunhas, inclusive colegas de celas de Clayton, tanto de quando ele esteve na Casa de Detenção de Vilhena, quanto no Centro de Ressocialização Cone Sul, para onde foi transferido, após confirmação de condenação anterior.
O delegado explicou que o exame de corpo de delito feito quando o rapaz foi preso não apontou qualquer alteração física. Nem ele próprio, no momento da prisão, ou quando foi levado ao Fórum para a audiência de custódia, relatou ao juiz qualquer agressão.
Lopes de Oliveira assegurou que a morte de Cleyton não aconteceu por ato, nem por omissão do Estado. O relatório apresentado pelo delegado diz que: “Promoveu-se a busca da verdade na quesitação formulada ao Médico Legista, em especial no primeiro quesito, restou esclarecida uma questão relevante: que o abscesso pode ser decorrente de causa natural ou espontânea”.
Autor:
Rogério Perucci
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 29 de Setembro de 2018, às 10:00