Possibilidade de retorno do Tigre da Zona da Mata surgiu
após um grupo de pessoas se unir para tentar organizar o clube administrativamente
Depois de passar um ano com as atividades paralisadas por
causa de uma punição e sem interessados em assumir a direção do clube, o Rolim
de Moura deve retomar as atividades em 2018 com a disputa do Campeonato
Rondoniense da série B.
A possibilidade de retorno do Tigre da Zona da Mata surgiu
após um grupo de pessoas se unir para tentar organizar o clube
administrativamente.
Ao Globoesporte.com, um dos membros do grupo, que preferiu
não se identificar, revelou que a ideia de reiniciar as atividades da equipe
cidade surgiu neste ano, após o cumprimento da punição proposta pela Federação
de Futebol de Rondônia por desistência do Estadual de 2016.
-Ainda não podemos revelar quem são as pessoas que estão a
frente do projeto, mas posso garantir que estamos tentando regularizar o clube
e brigar por uma vaga na segunda divisão deste ano. Também posso adiantar que
em breve será realizada a eleição para a escolha da nova diretoria para
comandar o Rolim na próxima temporada – relata.
Ainda conforme o informante, a iniciativa foi motivada após
o grupo receber algumas promessas de apoio financeiro que ajudará a custear as
despesas e sanar as pendências financeiras da equipe.
-Como eu já disse não tenho autorização para dizer, mas
estamos com as negociações bem avançadas em várias setores, entre eles, a
possibilidade de patrocínios – aponta.
De acordo com o ex-presidente, Arthur Lima, além de uma ata
que precisa ser regularizada, há contra o clube duas ações trabalhistas, sendo
que uma ainda será julgada.
- A ata deve ficar pronta nos próximos dias. Já a parte
financeira, ficará a cargo da nova diretoria. E, o pessoal que pretende assumir
o time já demonstrou interesse em regularizar a situação.
Trajetória
O Rolim de Moura surgiu pela necessidade de ter um time que
representasse a cidade após a saída do Pinheiros FC, clube que conquistou o
segundo lugar nos estaduais de 1995 e 1999. A equipe formada por amigos
participavam de competições amadoras e de base e começou a se destacar a partir
de 2002, quando conseguiu uma boa colocação no Torneio Brasileirinho de
Futebol.
Em janeiro de 2004, com a ascensão do futebol e a
visibilidade que o time estava ganhando, foi eleita a primeira diretoria, que
tinha como presidente Arthur Lima.
No ano seguinte, o Rolim de Moura se federou e conseguiu uma
vaga na segunda divisão do profissional. Logo na estreia, o time ficou com o
terceiro lugar e nos dois anos seguintes, 2006 e 2007, foi vice-campeão.
No fim de 2014 o presidente Arthur Lima abriu novas
eleições, afirmando que não queria mais estar à frente de clube algum no
estado.
No entanto, ninguém estava disposto a substituí-lo. Na
eleição só compareceram o próprio Arthur e um repórter que cobriu o pleito. Com
isso, em 2015 o Rolim de Moura paralisou suas atividades no profissional por
falta de interessados para comandar o clube.
Depois de um ano afastado, Arthur Lima reassumiu o comando
do clube e fechou uma parceria com uma empresa de futebol do Rio de Janeiro,
comandada pela família do técnico Manuel Filho, que ficou com a
responsabilidade de investir e tocar o Tigre da Zona da Mata durante a
temporada.