“As máquinas foram virando sucatas e as rodovias pavimentadas foram sendo destruídas”

Em entrevista ao site “Madeirão Web”, de Porto Velho, o deputado estadual e presidente da Comissão de Transportes e Obras Públicas, na Assembleia Legislativa de Rondônia, Luizinho Goebel, do PV, disse que critica com veemência a qualidade das rodovias estaduais em todo o Estado. 

“O governador Marcos Rocha assumiu uma herança maldita, que é o DER no Estado”, disse Goebel, logo no início da conversa com o “Madeirão”.

“O Departamento (de Estradas e Rodagens) está sucateado, desestruturado. Nos últimos anos o que vem se fazendo é uma desconstrução do DER”, denuncia o parlamentar.

“As máquinas foram virando sucatas, as rodovias pavimentadas foram sendo destruídas, porque a recuperação não ficou à altura da necessidade, para ter uma boa qualidade e, hoje, vemos o resultado de todos esses desmandos. As estradas de terra, por falta de cascalhamento, viraram atoleiros”, acrescentou Luizinho. 

“É o caos total, em todas as nossas rodovias. Isso traz prejuízos para os municípios, na questão do transporte escolar, traz insegurança a quem trafega nessas rodovias estaduais e, principalmente, nessa época de safra, nós vemos cargas e cargas sendo perdidas, resultando em prejuízos materiais e de pessoas que se mutilam ou até morrem em acidentes”, enfatiza.

De acordo com Goebel, ele já se reuniu com o governador Marcos Rocha e com o novo diretor do DER, e apresentou algumas propostas, baseadas em experiências que teve no órgão, na gestão do então governador Ivo Cassol. “Acreditamos que o governador irá absolver essas sugestões, essas ideias, e transformar o DER numa nova máquina”, acrescentou.

O presidente da comissão de transportes e Obras Públicas salientou que as estradas estaduais é por onde passa toda a produção e toda a riqueza de Rondônia. É o elo entre o produtor e a cidade, onde ficam as indústrias e o comércio, para onde são levadas as matérias primas e onde se amplia a geração de emprego, intrinsicamente ligada à atividade no campo, dentro desse contexto.   Ou seja, se a matéria prima não chega, os laticínios, os frigoríficos, as empresas de processamento de grãos, não funcionam e, portanto, não geram empregos.

Dentre as ideias que o deputado levou ao governador, está a manutenção das máquinas, que poderiam ser feitas em oficinas centrais, em Ji-Paraná e Cacoal, a diminuição de algumas residências, dando mais força para outras unidades, e por fim, centrar as atenções nas rodovias estaduais. “O Estado tem que voltar a dar atenção às suas estradas”, finaliza Luizinho Goebel.