Aprovada durante a Assembléia Itinerante, em Vilhena, no mês de maio, a lei que acaba com a aposentadorias para ex-governadores de Rondônia, foi transformada em peça publicitária. Veículos de comunicação de todo o Estado exibem a propaganda produzida por uma agência contratada pela Assembléia Legislativa. A mídia destaca que, com o fim das pensões, os cofres públicos economizam.
Acontece que a lei não retroage e, assim, todos os atuais ex-governadores continuam recebendo suas aposentadorias integrais, cerca de R$ 25 mil mensais, além de dependentes de antigos mandatários já falecidos também continuarem recebendo a pensão, no mesmo valor.
A lei aprovada durante a sessão da ALE em Vilhena sofreu uma emenda, de autoria do presidente da Casa, Valter Araújo (PTB), que prevê o pagamento das pensões aos ex-governadores. Ou seja, somente a partir do governador Confúcio Moura (PMDB), quando este virar “ex”, não mais terá direito a aposentar-se como ex-chefe do Executivo. Na prática, após a aprovação da propalada lei, nenhum único centavo dos cofres do Estado foi economizado até agora.