“Nós agradecemos a todos que de uma forma ou de outra nos ajudaram”
Um dia após dois pescadores morrerem afogados no rio Santa Cruz, em Pimenteiras do Oeste, um grupo de vilhenenses viveu momentos de tensão no Guaporé, a caminho de uma fazenda a cerca de 4 horas de barco da cidade ribeirinha.
No fim da manhã de domingo, 12, três embarcações começaram a viagem, mas uma delas apresentou defeito e parou próximo à cidade para fazer o reparo. Uma outra lancha, que transportava mantimentos e crianças, seguiu junto com uma embarcação menor, ficando de esperar o retardatário.
A segunda lancha acabou parando à frente, com o motor de 90 HP estragado e encostou num barranco. Quando o veículo náutico retardatário passou, não viu o segundo grupo, que gritou e acenou, mas como estava chovendo forte, nenhuma das pessoas a bordo foi ouvida.
Este barco que passou (o primeiro a dar defeito e ser consertado), acabou ficando sem gasolina logo à frente. O piloto resolveu descer acompanhando a correnteza (“na rodada”, segundo o jargão usado por pescadores) e só chegou ao destino no dia seguinte, antes do nascer do sol.
O condutor do barco que levava os mantimentos para a fazenda, onde o grupo passaria o feriado prolongado de carnaval, parou em uma pousada abandonada e passou a noite no local, junto com as crianças.
No dia seguinte, o primeiro barco que havia chegado à fazenda, ao encontrar a segunda lancha que acabava de chegar, alertou que a outra embarcação não havia aparecido.
Nesse momento, o piloro da primeira embarcação começou a subir o rio para dar início às buscas e a turma que ficou começou a pedir ajuda de para os amigos que estavam na cidade de Pimenteiras
Isso mobilizou vários voluntários que deram inícios às buscas, temendo a repetição da tragédia registrada no sábado, 11 (LEMBRE AQUI). Mas logo veio a notícia que de que já estavam sendo socorridos por outra embarcação de pescadores
No final, os três grupos foram encontrados sem ferimentos, apenas cansados por causa das aventuras que viveram a contragosto. Um experiente frequentador do Guaporé, amigo dos vilhenenses, lembrou: “eles estavam acostumados a fazer esse percurso. Mas sempre foram juntos. Em situações assim, uma embarcação não deve perder a outra de vista. Acabaram se separando ao enfrentar os problemas que começaram já no início da viagem”.
Todos os participantes do episódio já retornaram em segurança para suas casas em Vilhena. “Nós agradecemos a todos que de uma forma ou de outra nos ajudaram. E, mais uma vez, fica a lição: todo cuidado é pouco, e que não devemos perder de vista um dos outros”, reforçou uma comerciante que estava em uma das embarcações.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 15 de Fevereiro de 2024, às 10:12