“Uns chamam de sorte, mas eu chamo de dedicação e esforço”, disse Godinho na época
 
Em maio de 2009, o jornal FOLHA DO SUL publicou, em sua versão impressa, um perfil do então diretor da Rádio Planalto, Carlos Godinho, que morreu ontem, após quase dois anos inconsciente, em virtude de um AVC (entenda aqui).
 
O texto, que pode ser lido abaixo, na íntegra, foi produzido pelo jornalista Herbert Weil, repórter do semanário na época
 
CARLOS GODINHO DE SOUZA, GERENTE DA PRÓPRIA VIDA
 
Nascido em Bataguassu/MS, o atual diretor administrativo da Rádio Planalto já passou por poucas e boas neste mundão. Trabalhou em diversos ramos profissionais e, como bom trabalhador, se destacou em todos. Casado e pai de duas lindas filhas, Carlos Godinho de Souza tem instinto independente e não acredita em sorte.
 
A vontade de sair do ninho começou aos 13 anos, quando saiu da cidade natal e veio parar em Vilhena. “Como nunca gostei de depender dos outros, eu já trabalhava desde jovem para pagar o sal que comia. Meu primeiro emprego na cidade, em 1976, foi na extinta panificadora Arco-Íris”, relembra o diretor, ao comentar que, seis anos mais tarde, ajudou a construir o Hospital Regional Adamastor Teixeira de Oliveira. Em seguida o flamenguista arranjou emprego em uma loja de confecções. Com a qualidade de seu serviço dentro da empresa, Godinho conseguiu passar de vendedor a gerente em pouco tempo. Por necessitar de seus dotes trabalhistas, uma filial da loja transferiu-o para Colorado do Oeste.
 
“Foi só em 1991 que entrei para a rádio. Ouvi um anúncio na programação dizendo que eles precisavam de funcionários. Comecei como office-boy e fazendo todo tipo de tarefa”, explica Carlos, enquanto expõe que com o tempo recebeu responsabilidades no setor financeiro e, pouco depois, no administrativo da Planalto. Segundo ele, em 2006, quando o então diretor administrativo, Normário Leite, se afastou do cargo, por motivo de saúde, a mesa de gerente foi seu novo local de trabalho. “Uns chamam de sorte, mas eu chamo de dedicação e esforço. É claro que há 15 anos não imaginava estar onde estou, mas é tudo fruto de uma batalha”, garante ele, que também toca teclado e, nas horas vagas se dedica à leitura ou ao futebol entre amigos.