Falando na condição de ter seu nome preservado, um dirigente do Partido dos Trabalhadores em Vilhena falou acerca do revés colhido pela legenda nas eleições deste ano. De acordo com a avaliação dele, o partido “andou para trás” no contexto político do Estado e, pouco depois de uma década do salto que deu em 2002, quando emplacou um senador e dois deputados federais, o PT voltou exatamente ao patamar que estava no naquela época em termos de representatividade na esfera pública.
Depois de trabalhar anos a fio na construção da legenda em Rondônia, atuando na formação política de seus quadros e agregando lideranças, na primeira eleição do milênio o partido colheu os frutos destas ações, e multiplicou sua presença em cargos eletivos. De dois deputados estaduais, a agremiação passou a ter quatro representantes na Assembleia, dois deputados federais e uma senadora. Nas duas eleições subsequentes o partido manteve tal patamar, perdendo apenas a vaga no Senado. No entanto, no pleito deste ano, a legenda encolheu, e a partir de janeiro próximo volta a ter apenas as mesmas duas cadeiras na ALE que dispunha doze anos atrás. O vexame maior foi não ter alcançado o coeficiente necessário para ter chance de eleger deputado federal.
Segundo o dirigente vilhenense, tudo isso decorre de dois fatores: o desgaste natural de uma legenda que está no comando do país há doze anos, o que acaba refletindo em todas as regiões brasileiras; e erros cometidos pelos filiados rondonienses, que teriam se acomodado com a confortável posição que o partido havia alcançado no contexto político local. “É o momento de avaliarmos com frieza a situação, detectarmos as falhas que cometemos, e arregaçar as mangas para reconstruir nosso partido. Já abrimos o diálogo interno e a meta agora é unir os filiados em torno deste projeto, deixando de lado a vaidade e o personalismo para pensar de forma coletiva”, declarou. Segundo ele, devem acontecer reuniões entre os dirigentes mais destacados do partido em Rondônia a fim de começar a elaboração de um projeto que leve o partido a encontrar formas para reconquistar o espaço perdido.
Na quarta posição na disputa pelo Governo do Estado, os petistas liderados pelo deputado federal Padre Ton (foto), que concorreu ao Palácio Rio Madeira, resolveram abraçar a candidatura do governador Confúcio Moura (PMDB), que busca a reeleição. Detalhe: no primeiro turno, o agora aliado era alvo freqüentes das denúncias petistas.