Na manhã desta sexta-feira, 13, o FOLHA DO SUL ON LINE recebeu uma avalanche de contatos de pessoas anunciando que adversários do prefeito Zé Rover (PP), que é candidato à reeleição, fariam denúncia contra ele na Justiça Eleitoral. A acusação: “compra de votos”.
O site ligou para advogada Vera Paixão, que apresentaria a denúncia contra o prefeito, de quem já foi secretária de Terras. A causídica disse ter tomado conhecimento de que havia um documento comprovando a presença de Rover numa empresa local, prometendo casas aos funcionários, mas negou ter feito qualquer denúncia contra o ex-chefe.
Por e-mail, um leitor enviou a cópia de uma correspondência interna da indústria de colchões Gazin. O texto seria a prova de que, ao anunciar 25 casas moradias para funcionários da companhia, Rover estaria cometendo crime eleitoral (CLIQUE NA FIGURA AO LADO DA FOTO PRINCIPAL E VEJA  A ÍNTEGRA DO DOCUMENTO).
O site procurou a assessoria de Rover e obteve, junto a dois dos mais destacados aliados do mandatário, respostas para a suposta infração cometida. De acordo com a dupla, a liberação de recursos para a construção de casas populares para empregados de empresas locais está “absolutamente dentro da lei”.
Conforme argumentaram os partidários do candidato progressista, a Caixa liberou recursos (mais de R$ 18 milhões) que serão usados para construir 200 residências populares, que serão entregues a quatro segmentos específicos: funcionários do frigorífico JBS Friboi e da Gazin, policiais militares e servidores municipais. Em todos os casos, caberia aos empregadores, conforme prevê a parceria entre a Caixa e a construtora responsável pelas obras, fazer o cadastro dos interessados em se candidatar aos imóveis.