Família vive “no meio do mato”, com renda mensal de R$ 200
Não tem sido fácil a vida do bebê João Vítor da Silva Lopes que, com apenas 1 ano e 2 meses, sofre de problemas cardíacos, tem convulsões diariamente e apresenta indícios de que nasceu com microcefalia. Não bastasse isso, o menino mora com os pais no meio do mato, numa área de terras em litígio a cerca de 25 km de Vilhena. Detalhe: a renda do pai, que tem 42 anos e ficou incapacitado após um acidente, é de R$ 200 como caseiro. A família só não passa fome porque a mãe do garoto, Adriely da Silva, 20 anos, grávida de 5 meses, recebe a pensão de um salário mínimo deixada pela falecida mãe. Mas, no ano que vem, ela perde o benefício.
O drama do bebê comoveu duas voluntárias de Vilhena que, nesta quarta-feira, 05, foram até o “ermo de mata” onde a família vive, para trazê-lo até a cidade, na tentativa de ajudá-lo a conseguir pelo menos melhores condições de vida. As duas mulheres bateram às portas da Defensoria Pública, do Centro Especializado em Reabilitação (CER), Central de Regulação, gabinete da vice-prefeita Maria José (PSDB) e secretarias municipais de Assistência Social e Saúde.
João Vítor não tem como pleitear um benefício previdenciário ou mesmo começar a receber medicamentos gratuitos, porque ainda não dispõe de um laudo detalhando seu estado de saúde. Na sexta-feira da semana que vem, dia 14, ele está agendado para ser consultado com uma cardiologista no CER. Porém, ainda depende de transporte para chegar à cidade.
Sem condições para custear a consulta com uma neuropediatra em Porto Velho, o garoto pode ser atendido por um neurologista de adultos, que existe em Vilhena, mas a família também está sem condições de trazê-lo até a cidade. E menino realmente precisará se consultar com esse tipo de especialista, independente dos outros que o atenderem antes.
Para tentar resolver os problemas da família, as voluntárias que resgataram o pequeno paciente, agora dependem da adesão de outras pessoas. Quem puder ajudar, de alguma forma, deve ligar para os números (69) 9 – 8151-7379 (Roseli) e 9 – 8111-6460 (Rosmari).
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 06 de Setembro de 2018, às 10:54