Militantes usam memes e trocam insultos nas redes sociais
Na semana em que o jornal FOLHA DO SUL divulgou a promessa dos dois candidatos a prefeito de Vilhena na eleição suplementar (Eduardo Japonês, do PV, e Rosani Donadon, do MDB), de que fariam uma “campanha limpa”, aliados dos dois começaram a barbarizar em grupos do WhatsApp e nas redes sociais.
Militantes dos dois postulantes ao Palácio dos Parecis, que repetem o confronto de 2016, vencido por Rosan e anulado pelo TSE, estão desferindo ataques e disseminando mensagens de ódio.
Os aliados de Rosani usam memes da ex-vereadora Marta Moreira, vice de Japonês em 2016 e que, depois daquele pleito, acabou presa, acusada de corrupção. Os adversários reagem e publicam fotos do ex-deputado Marcos Donadon sendo preso, sob o mesmo tipo de acusação.
Partidários da ex-prefeita afirmam que os que fazem parte da “turma da tornozeleira” do ex-prefeito Zé Rover estariam envolvidos na campanha de Eduardo. Os apoiadores dele devolvem a acusação, lembrando que o ex-deputado Natan Donadon, cunhado de Rosani, está no palanque dela e já usou o acessório de monitoramento.
As duas únicas mulheres da disputa (a própria Rosani e a ex-vereadora Maria José da Farmácia, do PSDB, vice de Eduardo) sofrem ataques e insinuações, ambas aparecendo em montagens toscas.
Eleitores dos dois candidatos invadem as postagens adversárias no Facebook e, além de publicarem suas montagens no espaço alheio, ainda trocam insultos com os oponentes.
E, ao coro dos barraqueiros e barraqueiras de sempre, começam a se juntar pessoas até então equilibradas no debate político.
A situação tende a se agravar no decorrer da campanha e já projeta o inferno astral de quem vier a se eleger: governar uma cidade rachada ao meio pelo ódio político.
VIROU CASO DE POLICIA
Ontem, o autônomo Ivan Bezerra de França, o Ceará da Assossete (FOTO), que trabalha na campanha de Eduardo Japonês, registrou ocorrência na polícia denunciando a criação de um perfil fake em seu nome num grupo de WhatsApp. O denunciante disse que sua foto está sendo usada e a pessoa se passando por ele tem feito ataques ao candidato do PV. Os compartilhamentos do aplicativo de celular, segundo Ceará, são publicados também nas redes sociais, prejudicando a campanha do candidato que ele apóia.