Um ano se passou desde a implantação da Unidade Tratamento Intensivo (UTI), no Hospital Regional Adamastor Teixeira de Oliveira, em Vilhena. Quando do período que antecedeu sua implantação (no dia 7 de setembro de 2009), a unidade gerou grande polêmica por conta, principalmente, dos gastos que traria ao município. Um movimento pró-UTI surgiu, encabeçado, dentre outros, pelo agora vereador José Cechinel, do PSC, na época suplente. O movimento coletou cerca de 40 mil assinaturas. Segundo o vereador, foi o fator publicidade gerado pelo grande número de assinatura que fez com que as autoridades políticas do estado abraçassem a idéia e a transformassem em realidade. “Foi o clamor do povo, demonstrado no número de assinaturas que fez esse sonho se realizar”, disse o vereador que, por ironia do destino, teve o pai como um dos primeiros a precisar da UTI. Um ano depois, ainda há polêmica, sobretudo no tocante à despesa mensal gerada. Mas, é fato incontestável que a UTI já salvou muitas vidas. Nesse um ano de funcionamento, segundo o administrador Osnir Gutemberg, já passaram pela UTI do HR 532 pacientes. Destes, 18 sairam da UTI direto para casa. Outros 46 foram transferidos para outras UTI’s; para hospitais particulares foram 8. E ainda, 329 voltaram para clinica. Osnir Gutemberg disse ainda que o número de óbitos está abaixo da média nacional, que é de 25%. Osnir lembra também que do número total de pacientes atendidos pela UTI de Vilhena, cerca de 47% são de cidades vizinhas, tanto do Cone Sul de Rondônia quanto do noroeste do Mato Grosso.
Autor:
Rogério Perucci
Fonte:
HRV
Publicado em 08 de Setembro de 2010, às 09:43