Representando a Assembléia Legislativa do Estado de Rondônia, o deputado Luizinho Goebel (PV) participou na manhã desta quinta-feira (15) de uma audiência pública sobre uma área de terras que o Exército reivindica, onde estão assentadas cerca de 150 famílias nas Glebas Corumbiara e Iquê. Do evento, realizado na Câmara Municipal de Vilhena, participaram o Ouvidor Agrário Nacional, Gercino Silva, representantes do Exército, da prefeitura municipal, deputados federais Natan Donadon (PMDB) e Carlos Magno (PP), além de outras autoridades de órgãos federais.
Na oportunidade o deputado destacou a insegurança provocada nas famílias dos agricultores pela falta de regularização da área, há mais de quinze anos ocupada e produzindo frutas, verduras e a criação de aves e suínos. Depois de vários anos o Exército passou desde o final do ano passado a reivindicar a área, cadastrando as famílias que estão assentadas. “Esta situação provocou insegurança nas famílias dos trabalhadores que temem perder suas propriedades e seus investimentos. Temos que dialogar com o Exército, com a União para que a área seja repassada definitivamente para os trabalhadores para que eles possam produzir em paz. Se nós não protegermos e não defendermos o homem do campo estaremos indo contra nós mesmos, porque sem alimento ninguém vive”, disse o deputado.
Falando em nome da Assembléia Legislativa, Luizinho disse que se for preciso uma nova área para o Exército construir sua unidade em Vilhena, ele abre um dialogo com o governo do Estado para que a situação seja equacionada. “Tenho certeza que os 24 deputados estaduais que aqui represento neste ato serão parceiros para, junto ao governo, buscar uma solução final para o problema. O que não podemos é permitir que os trabalhadores se sintam inseguros”.
O deputado lembrou ainda que até hoje o Museu Rondon, patrimônio histórico de Rondônia, que está localizado numa área de terra da Aeronáutica, não foi reformado por questões de conflitos de terras como este. “O deputado Natan já alocou os recursos, mas a reforma não sai porque existe questões conflitantes de área de terra que já deveria ter sido resolvida, e este é um momento para se debater também este problema”, destacou Luizinho.
Autor:
Vitor Paniagua
Fonte:
FS
Publicado em 15 de Março de 2012, às 14:18