Uma discussão em um estabelecimento comercial na comunidade Santa Marta, zona rural de Paranaíta, a 850 km de Cuiabá, em Mato Grosso, terminou em homicíd1o no último domingo (1º/11).
Gilmar Rodrigues da Silva, de 52 anos, foi morto a tiros pelo próprio irmão, Laércio Antônio da Silva, de 60 anos. A principal hipótese investigada pela Polícia Civil de Mato Grosso é de que o crime tenha sido motivado por divergências políticas envolvendo os nomes de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
De acordo com o depoimento do proprietário do bar à polícia, o suspeito chegou ao local primeiro e já havia consumido cerca de três latas de cerveja, quando a vítima entrou no estabelecimento. Gilmar sentou-se em uma mesa separada e pediu uma bebida. Pouco depois, Laércio passou a insultar o irmão.
Testemunhas relataram que a vítima permaneceu em silêncio e se levantou para deixar o local. Neste momento, o suspeito sacou um revólver que carregava na cintura e disparou contra o irmão. Gilmar não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Logo após efetuar os disparos, o autor do crime fugiu. Horas mais tarde, a Polícia Militar de Alta Floresta localizou a caminhonete que teria sido abandonada por Laércio no bairro Renascer.
Depoimentos colhidos pela Polícia Civil indicam que os dois irmãos já não se falavam há algum tempo devido a desavenças por posicionamentos políticos. As forças de segurança mantêm as buscas na região para localizar o suspeito, que segue foragido, e o caso continua sob investigação.
RELAÇÃO ENTRE OS IRMÃOS
Uma testemunha afirmou à polícia que os irmãos estavam afastados e mantinham uma relação marcada por divergências políticas. Segundo esse relato, Laércio apoiava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto Gilmar era simpatizante do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Essas informações integram os depoimentos iniciais e deverão ser verificadas durante a investigação. Não há, no material disponível, conclusão policial que estabeleça a divergência política como motivação definitiva do assassinato.
A dinâmica relatada também não permite afirmar que os irmãos discutiam sobre a eleição imediatamente antes dos tiros. As testemunhas descrevem provocações feitas pelo suspeito e dizem que a vítima permaneceu em silêncio antes de tentar sair.
A distinção será importante para reconstruir o que aconteceu no bar e esclarecer o histórico de conflitos entre os envolvidos.
PERÍCIA
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi acionada para os levantamentos no local. Os vestígios e os depoimentos deverão auxiliar a Polícia Civil na apuração do homicídio.
As buscas pelo suspeito prosseguem. Até as últimas informações consultadas, não havia confirmação de prisão nem manifestação de sua defesa.