Um dos animais estava com espinho de ouriço no corpo
 
Um casal foi morto por cerca de setes cães de raças diversas na tarde do último sábado, 17, na propriedade onde moravam, localizada na 2° linha, sentido Alvorada do Oeste, zona rural de Presidente Médici.
 
Áudios recebidos pela reportagem do FOLHA DO SUL ON LINE dão conta que o sitiante Sidney Aparecido Anastácio, mais conhecido como “Ney”, de 62 anos, que trabalhava com criação de porcos, teria sido atacado pelos próprios cães, quando tentava retirar os espinhos de um ouriço que ficou cravado nos animais, após um abate noturno que realizaram na propriedade.
 
Sem conhecimento de como se faz a retirada dos espinhos, o sitiante tentou a remoção com um alicate, momento em que um dos cães, que já estava estressado pelas fortes dores, teria avançado no dono, incentivando os outros.
 
Ao ouvir os gritos do marido, a esposa Valdelice de Oliveira Anastácio, de 55 anos, teria pulado no canil para socorrer o companheiro que estava sendo estraçalhado pelos cães,  porém, também foi atacada violentamente.
 
Após conseguir sair do canil, a mulher tentou buscar ajuda, mas acabou morrendo poucos metros do local, devido ter tido uma artéria atingida no ataque.
 
Ao todo, cinco cães de variadas raças, que eram criados na propriedade, atacaram o casal pela manhã, e os corpos só foram encontrados no período da tarde, uma vez que os familiars e vizinhos sabiam que ninguém entrava na propriedade sem ter certeza que os animais estavam presos.
 
Após ir ao local por duas vezes e chamar os tios na porteira, um sobrinho das vítimas acabou entrando e se deparou com a cena trágica, encontrando os familiares mortos pelas dentadas ferozes dos animais.
 
A Polícia Militar foi acionada e, juntamente com a POLITEC, compareceu ao local para os trabalhos de praxe. Informações de testemunhas dão  de que, para a retirada do corpo de Ney de dentro do canil, foi necessário o abate dos animais, porém, elas não foram confirmadas oficialmente pelo site.
 
Ainda segundo familiares, os animais estranhavam até mesmo Valdelice, sendo tratados apenas por “Ney”.