O prefeito de Vilhena, Delegado Flori (Podemos), está travando duas “guerras” na justiça contra o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que pede a paralisação de ações do município envolvendo rodovias federais que cortam a cidade.
A queda de braço judicial entre o prefeito e o órgão federal já é antiga, e na maioria dos casos, decisões favoráveis foram concedidas ao município. É o caso do sequestro de valores do DNIT pedido por Flori como compensação pela conservação das BRs 174 e 364 (ENTENDA AQUI).
Desta vez, a “implicância” é com os semáforos que a prefeitura pretendia instalar em dois trechos da BR 364, e que a própria autarquia havia autorizado. Neste caso, o MP também suspendeu a ação alegando falta de estudos técnicos que embasassem a implantação dos “sinaleiros”.
Flori disse ao FOLHA DO SUL ON LINE que irá acatar a recomendação e reinstalar os 8 conjuntos, que foram testados, mas não chegaram a entrar em funcionamento, em outros pontos da cidade. A Secretaria Municipal de Trânsito já está estudando onde colocar os semáforos em vias públicas fora do eixo da BR.
Já a outra “treta” diz respeito à iluminação que está sendo implantada pelo município no trecho urbano da BR 174. Alegando que os postes já instalados ao longo da rodovia que liga Vilhena a Juína (MT) estariam irregulares, um servidor do DNIT apresentou denúncia no MPF.
O órgão federal notificou Flori, que já informou que não irá parar as obras de iluminação, a não ser por ordem judicial. “Entre proteger as pessoas que residem na região, dar mais segurança e evitar mortes, estupros e assaltos a crianças e idosos, e parar a iluminação, eu prefiro ser processado. Pago para ver um juiz brasileiro me censurar por fazer o bem, o país ainda não acabou”, disparou o mandatário vilhenense.