Professora de 39 anos doa sangue desde 2001, mas prefere anonimato
 
Em meio à pandemia de Coronavírus que tem causado milhares de mortes mundo afora e mantido em casa milhões de cidadãos em um isolamento social, em Vilhena, doadores de sangue têm dado mostras de coragem e amor ao próximo ao deixarem seus lares e irem até o Hemocentro para se submeterem à coleta do material.
 
De acordo com o médico Dionatan Braum, a principal alteração na rotina do Hemocentro de Vilhena foram as providências adotadas para evitar aglomeração. “Os cuidados hoje são basicamente para que não ocorra um acúmulo de pessoas no mesmo ambiente”, disse Braum,  revelando que o horário de atendimento permaneceu inalterado.
 
O médico revelou que houve uma queda de doadores na primeira semana da pandemia, mas uma ação da entidade trouxe a normalidade. “Via Serviço Social do Hemocentro, entramos em contato com os doadores e agendamos horários de doações. Assim, conseguimos manter o número adequado de doadores diários”, revelou.
 
Braum revelou ainda que o Hemocentro de Vilhena atende todo o Cone Sul de Rondônia, um universo de mais de 250 pessoas. Ele assegurou que o estoque hoje é adequado para atender as necessidades da região. “Não é o que acontece em outros hemocentros, como por exemplo, o de Porto Velho, que teve uma queda maior no número de doadores; nós, aqui, estamos com um estoque dentro do previsto”, disse Braum, que revelou uma característica dos doadores do sul rondoniense: “Aqui na região do Cone Sul, temos doadores com um comportamento mais fiel e que comparecem com frequência para doar”.
 
Um desses doadores fieis é uma professora de 39 anos, que preferiu se manter no anonimato, mas que revelou que contribui desde 2001, quando ainda morava no Mato Grosso. “Desde que comecei a doar, não parei mais, é uma ação que não traz nenhum prejuízo para mim, e possibilita ajudar muitas pessoas”, disse a mulher, à espera de sua vez para doar. 
 
Para quem tiver interesse em se tornar doador, o médico explica que o primeiro passo é estar bem alimentado, com saúde plena, não ter tomado vacinas nos últimos 30 dias e ter o sentimento de amor ao próximo.
 
“Sabemos que em algumas pessoas o Coronavírus é assintomático, então  se a pessoa veio de uma região endêmica, de outro Estado, ou se fez uma viagem interestadual e retornou à cidade, a gente recomenda pelo menos 14 dias de intervalo. Se nesse período ela não manifestar nenhum sintoma, pode vir doar sangue”, explicou.