Vilhena foi a cidade visitada na manhã desta sexta-feira (22) pela professora Maria Rilmacy Leandro, candidata a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintero) pela Chapa 2. Durante a tarde ela estará em Colorado do Oeste e Cerejeiras, apresentando aos filiados suas principais propostas para administrar o sindicato. Amanhã também estão programadas reuniões com trabalhadores em educação.

Em Vilhena a professora Rilmacy visitou escolas e concedeu entrevistas a jornal, rádio e televisão. Ela disse que seu objetivo é mudar a forma de atuação do Sintero e voltar as ações do sindicato para a recuperação das perdas salariais. De acordo com a candidata da Chapa 2, o salário dos servidores vem sendo dilapidado, por isso é preciso tomar uma atitude com urgência para evitar maiores prejuízos.

Rilmacy explicou que Rondônia já pagou aos trabalhadores em educação o segundo maior salário do Brasil, perdendo apenas para Brasília. “Acontece que isso foi mudando ao longo de oito anos e hoje a categoria passar por dificuldades financeiras. Precisamos de um sindicato forte para resolver essa situação. Somente com muita luta vamos recuperar as perdas salariais”, destacou.

Ela lembrou que no final do governo Bianco começou a ser concedido como reajuste somente as perdas da inflação, calculadas pela União. Durante a administração Ivo Cassol os servidores não tiveram reajuste e assim o poder aquisitivo diminuiu muito. “O governador Confúcio Moura assumiu o cargo há quase um ano e nesse período também não tivemos aumento. As perdas acumuladas nesses oito anos chegam a 40%”, detalhou.

A professora Rilmacy disse, ainda, que em sua administração não pretende negociar a concessão de gratificações aos trabalhadores em educação, porque é preciso assegurar ganhos reais, com aumento no salário base. “Gratificação não é garantia de maior renda porque pode ser retirada a qualquer momento. Não vamos buscar paliativos para o nosso problema”, acrescentou.

Ela lembrou, ainda, que as gratificações concedidas pelos governantes não contam para efeito de aposentadoria. “Hoje temos muitos trabalhadores que passaram anos em uma escola e que estão perto de se aposentar. Receberão um valor muito pequeno e passarão por dificuldades, apesar de terem contribuído durante uma vida inteira para a formação de cidadãos. Isso não está certo, por isso vamos modificar esse quadro”, garantiu.

O fortalecimento do Sintero é outra das suas metas. A professora Rilmacy explicou que o sindicato precisa ser forte para negociar melhores salários e condições de trabalho com os governantes. Assim, a meta é atrair de volta todos os que estão distantes da entidade. “Defendemos o diálogo, mas se for preciso recorrer à greve, queremos que a paralisação seja geral. Só atingiremos esse objetivo com o apoio da base”, assegurou.