Um bebê de apenas cinco dias de vida corre risco de morrer no Hospital Regional de Vilhena porque o município não acata uma liminar concedida pela juíza Sandra Beatriz Merenda, determinando que a criança receba tratamento onde for possível, por conta da prefeitura e do Estado.
A garotinha nasceu na madrugada do último domingo, 04, no HR, mas apresentava uma obstrução no esôfago, o que a impede de se alimentar. Uma cirurgia é necessária para corrigir o problema, mas o procedimento não é feito em nenhuma cidade do Estado.
Os pais do bebê, o técnico em segurança do trabalho, Suerley do Nascimento, 31, e Camila da Rosa Silveira, 24, registraram queixa na polícia de Vilhena na manhã desta quinta-feira, 08, na tentativa de evitar a morte da menina
Segundo eles, mesmo com a ordem judicial, que determina a remoção da paciente inclusive por avião, se necessário, ninguém ligado à saúde municipal toma providências. Enquanto isso, o quadro clínico da recém-nascida vai se agravando.
Suerley e Camila explicam que, após o diagnóstico do problema médico, eles procuraram a promotora de justiça Iara Travalon, que conseguiu na justiça a liminar para garantir o tratamento da criança.
Mas, mesmo com a ordem judicial, que dava prazo de 24 horas (que venceu ontem) para o encaminhamento da paciente, a direção do Regional continua apresentando justificativas para não cumprir a liminar. Uma hora alega que não há vagas em nenhum hospital do país, outra dize que o avião não está disponível.
No momento em que esta reportagem era escrita, o pai da criança recebeu uma chamada do HR, anunciando que ela seria transferida para Cuiabá (MT). Animado, o casal saiu da redação do site direto para o hospital para confirmar se, enfim, o caso dramático envolvendo a única filha seria solucionado.