Mulher foi atacada quando ia guardar o animal no canil
 
Na noite desta quarta-feira, 24, um cachorro da raça pitbull foi abatido pela Polícia Militar em Vilhena, no bairro Cohabinha, após atacar seus donos. De acordo com a PM, a ação foi necessária, uma vez que não conseguiram conter o animal.
 
Segundo as informações, o cachorro avançou sobre sua dona quando ela ia o trancar no canil. O esposo da primeira vítima tentou conter o animal, mas também foi atacado. Quando a PM chegou, precisou disparar contra  o pitbull, que morreu no local.
 
Ambas as vítimas foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros e encaminhadas ao pronto-socorro do Hospital Regional, sendo que uma estaria em estado na grave.
 
Na última edição impressa da FOLHA DO SUL, que foi às bancas no sábado, 20, uma matéria falava sobre o adestramento de cães, que é utilizado para dar a eles comandos que serão obedecidos quando ditos pelo dono. Alguns são treinados para exercer a guarda da casa, outros para ser companhia de seus tutores e sociáveis com as visitas. Segundo o subtenente e adestrador José Chagas, os treinamentos podem começar a partir do sétimo mês do animal.
 
“No adestramento nós mudamos a cinolidade dele, que é a personalidade do cão. Esperamos até chegar os sete meses para adestrar, porque se for feita antes ele se torna um cão sem comportamento canino. Nós mudamos o comportamento dele, tiramos a agressividade de colocamos socialização, para depois começar adestrar. Os donos fazem isso para eles terem um comportamento adequado, não exercer em todo tempo a guarda, aceitar pessoas, mas com o dono junto, porque ele faz guarda naturalmente”, explica.
 
Um cachorro tem o que é chamado de assimilação de voz, e vai assimilar ao dono. Um estranho dando ordens e comando a ele vai ser como insulto. Além de não atender, ainda há um risco de ataque.
 
O adestrador comenta que não é mito que eles sabem o que uma pessoa sente ao vê-los, já que são capazes de fazer um rastreamento completo do corpo e do emocional humano. Chagas conta que até a 13 metros de distância um cão é capaz de ouvir um batimento cardíaco de uma pessoa, pois possui uma audição acústica, bem como sentir o medo pelo odor. Dependendo do que ouvir, pode ficar retraído.
 
No dia da entrevista J. Chagas, como é conhecido, adestrava um pitbull para que o animal desenvolvesse a socialização, e explicou que esta raça possui uma memória associativa, como gestos e movimentos que impõe riscos a ele, olhar dentro dos olhos, levantar os braços, fazer movimentos rápidos ou dar gritos estridentes, pois pode resultar em um ataque.
 
“Ele tem uma probabilidade de atacar porque é um cão que tem um grau alto de ataque. Ele tem três fases que são muito perigosos: na alimentação; hereditariedade, quando ele está cruzando; e território. Nessas três fases, é preciso tomar muito cuidado”, pontuou. Ele ressalta que o pitbull tem é uma das mais recentes criadas, com a junção de duas raças perigosas, por isso ele tem fama de mal.
 
“Ele tem autoconfiança no ataque dele, e é um cão atleta o coração bombeia muito oxigênio para o cérebro, por isso ele consegue no ataque produzir o que ele está querendo. Quando ele ataca, está lúcido do que faz e para tirar dele é preciso tornar o cérebro mais lendo, usando algo que o enforque”, disse.
 
O adestrador acrescenta que, ao adquirir um cachorro, é preciso ver se as características e necessidades dele se adequa com as de quem será seu dono. O padrão de raça também precisa ser analisado, porque há um estudo para cada um deles, e é esse padrão que dita o comportamento do cachorro. “O cão naturalmente tem que acompanhar o comportamento do dono, e por isso antes de escolher um animal para criar é preciso pensar em um que de adeque às suas necessidades”, finaliza.