“Foi só para não deixar as crianças no desconhecimento e falando errado”
 
Na sessão ordinária da Câmara Municipal de Vilhena realizada ontem, a vereadora Vivian Repessold reagiu à denúncia feita por um servidor da prefeitura que pede que ela seja investigada por uma CPI na Casa. Motivo: a parlamentar divulgou uma blitz de trânsito em um grupo no WhatsApp, o que o denunciante considerou ilegal.
 
Ao rebater o acusador, Vivian o relacionou à administração municipal, já que o servidor tem cargo comissionado na prefeitura. Também denunciou a ilegalidade da nomeação do empresário Eliton da Silva Costa, que preside a Fundação Cultural de Vilhena (FCV).


Em seu pronunciamento, a vereadora também “subiu a serra” com o prefeito, Delegado Flori (Podemos), disparando da tribuna: “Ameaça, perseguição, intimidação, coação, seja o verbo que quiser usar senhor prefeito, eu não tenho medo disso. Eu sou funcionária há 27 anos do município de Vilhena, e o senhor não é o primeiro prefeito que persegue servidor público. Esse pedido de CPI sem fundamento é pra poder me amedrontar. Sinto muito, mas meu pai me criou pra enfrentar o mundo. Pode vir com CPI, pode vir com o que senhor tiver dentro das suas legalidades que eu estou aqui para enfrentar” (CLIQUE AQUI e assista o desabafo em vídeo).
 
No mesmo dia, Vivian postou o discurso em suas redes sociais, e foi aí que levou uma “trollada” pública do prefeito. Ao comentar a postagem, Flori explicou à professora a diferença entre verbo e substantivo, e ainda acrescentou ao comentário: “Dureza” (VEJA NA IMAGEM SECUNDÁRIA).
 
O site questionou o mandatário vilhenense sobre a intervenção na publicação da oposicionista e ele explicou: “Eu não costumo responder conteúdo sem fundamento, mas esse eu não poderia deixar passar, porque quero crer que muitas crianças poderiam estar lendo o que a professora escreveu e poderiam se enganar no português no futuro. Então, foi só para não deixar as crianças no desconhecimento e falando errado”.