Atual presidente da Casa alega que herdou problemas da gestão anterior

Nesta semana, após acionar a polícia, denunciando o roubo de ferramentas no canteiro de obras, uma das firmas responsáveis pela reforma da Câmara de Vereadores de Vilhena, anunciou que, por falta de pagamentos, está abandonando o serviço.

Por telefone, o FOLHA DO SUL ON LINE conversou com Cícero de Souza Arrais, autor da queixa na polícia, e ele confirmou que há mais de 60 dias vem recebendo com atrasos. Sua firma, a CDS Arrais, é responsável pela instalação de pocelanato e pela pintura do prédio.

Conforme o denunciante, a maior parte do porcelanato está pronta, mas a pintura ainda não chegou à metade. A empresa dele é terceirizada e presta serviços à Norte Edificações e Empreendimentos, de Cacoal, que ganhou a licitação para refazer o prédio da Câmara.

Atual presidente da Casa, o vereador Ronildo Macedo (PV), que assumiu o empreendimento na fase final, disse que pagou menos de R$ 200 mil até agora. E já anunciou que está notificando a Norte Edificações, para saber porque o trabalho está andando “a passos de tartaruga”.

Macedo também disse que já solicitou um engenheiro da prefeitura, para fiscalizar a obra e conferir se é legal um aditivo de R$ 450 mil que está sendo cobrado pela empreiteira. O parlamentar adiantou que se não houver legalidade, não pretende pagar o aditivo, e que caberá à firma ir à justiça, onde o caso será decidido.

“Esses problemas vêm da gestão passada, eu herdei e estou tentando resolver. Mas é dinheiro público, e não farei pagamento nenhum sem a legalidade estar totalmente comprovada”, finalizou Macedo.