Dona da Pró-Salva nega envolvimento na fraude

A empresária Sônia de Fátima Batista, da empresa Pró-Salva, ligou para a redação do FOLHA DO SUL ON LINE na manhã desta terça-feira, 11, e deu sua versão para o caso do falso médico que foi flagrado junto com uma ambulância da firma em Vilhena ontem. O falsário fugiu quando foi descoberto que a documentação apresentada por ele para transportar um paciente até Porto Velho, era fraudada.
Sônia explicou que a Pró-Salva tem unidades em várias cidades do Estado, mas mantém suas ambulâncias estacionadas (FOTO) em Cacoal por uma questão de logística: elas podem ser acionadas para remover pacientes em várias regiões no menor tempo possível.
A empresária revelou que, ontem, ao receber a ligação para levar o paciente de 76 anos até a capital, sua irmã, na filial de Cacoal, chamou o médico que normalmente é contratado para acompanhar os doentes, mas o profissional alegou que não poderia viajar naquele dia e apresentou o jovem Franklin da Costa Sampaio, que veio a Vilhena em seu lugar.
Sônia disse que, ao escalar o substituto, o médico cacoalense (cujo nome ela se recusou a revelar) teria garantido que o rapaz estava habilitado para o procedimento e era inscrito no Conselho Regional de Medicina. “A gente acreditou, afinal, ele disse que o substituto poderia atuar na remoção”, argumentou a empresária.
Reconhecendo que o episódio arranhou a imagem da Pró-Salva, Sônia prometeu que a assessoria jurídica da firma irá fazer a justificativa do ocorrido junto ao CRM, revelando ao órgão o nome do médico que recomendou o “colega” falso. A empresa também anunciou a compra de mais ambulâncias e o pedido para que o CRM deixe à sua disposição o nome dos médicos inscritos. “Com isso, pretendemos evitar situações como essa”.