Foragido de Vilhena desde o início da semana, o garagista Adelson Mouri, o Batoré, foi denunciado em mais de 30 boletins de ocorrência na Delegacia de Polícia Civil da cidade. Ele é acusado de lesar várias pessoas com as quais fez negócios envolvendo carros e motos. A polícia ainda não tem pistas sobre o paradeiro do comerciante, que segundo algumas pessoas, chegou a ter como sócia a esposa de um conhecido médico local.

Mas, se os trambiques do “marreteiro” ainda rendem transtornos no comércio, sua breve atuação na vida pública também continua a inspirar acusações e desmentidos. Candidato a vereador, Batoré é apontado por muitos como filiado ao PSL, legenda pela pretendia chegar à Câmara de Vereadores.

O presidente do partido em Vilhena, jornalista Dejanir Haverroth, nega a militância do fugitivo nas hostes socialistas e explica: “Ele realmente assinou ficha no PSL, a pedido do ex-prefeito Melki Donadon, que também entraria na sigla”.

Haverroth diz, no entanto, que o garagista acabou expulso do grupo por causa de atitudes pouco éticas. “Ele passou a visitar os amigos e outros colegas do partido, também pré-candidatos, e fazer propostas, oferecer dinheiro, e dizer que a pessoa não tinha chance e nem condições financeiras”, revela o dirigente socialista.

Por causa do estilo empregado pelo pré-candidato, alguns militantes da agremiação chegaram a juntar provas para apresentar ao MP, acusando Batoré de abuso de poder e compra de votos. Segundo os acusadores, ele oferecia motos e carros a qualquer um que prometia ajudá-lo a se eleger.

“Ele não é filiado no PSL, embora seu nome ainda consta na relação do TRE como membro do diretório municipal (não precisa ser filiado para ser membro da provisória). Mandei retirar, mas quem faz isso é a regional, de Porto Velho”, reafirma Dejanir.