Manipulando informações falsas e comunicadores crédulos, o estudante de Direito Rodrigo Costa e Silva, desaparecido desde 2008, quando supostamente teria saído de Vilhena para ir viver em Goiânia (GO), depois de um formidável calote na praça, ressurgiu, dias atrás, numa história mirabolante, fabricada para atender seus interesses e na qual se misturaram manipulação de fotos e informações completamente absurdas.
No dia 12/4, Rodrigo posou de piloto destrambelhado, que teria destruído uma BMW M5 contra um poste na cidade de Ribeirão Preto (SP) no último dia 6/4, quando preparava-se para comprar um posto de combustíveis por R$ 1,2 milhão em dinheiro vivo.
O suposto acidente envolvendo o rapaz foi publicado por diversos veículos de comunicação do Estado. Suspeita-se, porém, que todas as informações falsas foram enviadas aos jornais e sites pela própria “vítima”.
Rodrigo é portador dos CPFs 015.688.604-98, 015.688.604-98 e 047.823.491-06 (este último cancelado pela Receita Federal) e de uma coleção de 12 títulos protestados na cidade, no valor de R$ 13.262,13, que lesaram o Banco Itaú, Bradesco, Transportadora Gobor, Vivenda Materiais p/ Construção, Rei dos Colchões e Calçados Kaneron (MT), além de notas assinadas e não pagas da Transportadora Costa e Silva no valor de R$ 10.000,00 no Auto Posto Sena e em quantias ainda maiores em vários postos de molas da cidade.
Tudo falso. Verdadeiros mesmo são o transtorno e a indignação das dezenas de credores que esperam a reaparição do “advogado e empresário” para acertar contas com o próprio. “Ele nunca fez mais que um ou dois semestres de Direito e diz que é delegado. O único delegado que ele conheceu foi o que botou ele na cadeia por uns dois meses quando foi detido roubando jóias”, dispara o empresário Pedro Colombo, há décadas atuando em Vilhena e um dos maiores lesados pelo “artista”.
A FOLHA investiga o suposto paradeiro de Rodrigo Costa e Silva em Goiânia e espera conseguir mais notícias sobre esta que foi, até agora, a maior “barriga” da imprensa rondoniense em 2010.