Prefeita quer presidente da FCV ganhando R$ 7.900

Na mesma semana em que o prefeito de Ariquemes, Thiago Flores (PMDB) resolveu enxugar sua equipe, exonerando cinco secretários de uma única vez, e reduzir salários de assessores que ganham acima de R$ 2 mil, a prefeita de Vilhena, Rosani Donadon (PMDB), está fazendo o caminho inverso. 
 
A mandatária peemedebista pediu, e será votado hoje à noite pelos vereadores, um reajuste superior a 75% para o presidente da Fundação Cultural de Vilhena, Djavan Santos. Caso o aumento seja autorizado, o servidor passa dos atuais R$ 4.500 para R$ 7.900.

Em Ariquemes, o prefeito alegou, para adotar as medidas amargas, que “o município passa por uma grave crise financeira” e destacou que esse é o motivo dos atuais cortes, bem como outros com servidores em cargos em comissão. Entre as medidas de austeridade anunciadas por Flores está ainda a redução de seu próprio salário e de seu vice. 

Já a líder vilhenense, que há meses vêm fazendo nomeações, não demonstra enfrentar o mesmo problema de caixa. Além de manter uma grande quantidade de comissionados (muitos deles ocupando Portarias Executivas, com salários de R$ 7.900), ela conserva o valor de seus próprios vencimentos, bem como os do vice, Darci Cerutti (DEM).