Ativista disse que ter sido exonerado por vereador foi a melhor coisa que lhe aconteceu
Ele tem 31 anos e se apresenta na vida real, nos grupos de WhatsApp e nas redes sociais, onde faz sucesso como “O Vilhenense Adriano”, mas se nome verdadeiro é Fábio Coelho Adriano. Ambulante que há quatro meses conseguiu abrir sua loja de acessórios para veículos, e considerado um dos ativistas políticos mais atuantes da cidade, ele acaba anunciar um projeto ousado: é pré-candidato a deputado estadual pelo partido Patriotas.
Nascido em Cerejeiras, Adriano se mudou com a família para Vilhena quando tinha apenas três meses. Em 1987, seguiu com os pais para o Acre, mas retornou em 1997. Sempre gostou de política e, no pleito de 2016, apostou na candidatura do sub-tenente da PM, Carlos Suchi para vereador. Acabou sendo recompensado pelo parlamentar eleito com um cargo de assessor.
O militante, no entanto, ficou menos de um ano na função: foi exonerado por Suchi quando denunciou e levou a Secretaria de Meio Ambiente a interditar um local onde estavam sendo despejados lixo e entulho. “Estavam degradando o meio ambiente, e eu agi como cidadão. O vereador não gostou e me dispensou. Não me arrependo, e acho que a exoneração foi a melhor coisa que me aconteceu”.
O “Vilhenense” passou a atuar de forma mais incisiva depois de perder sua ligação com o ex-aliado e garante “não ter rabo preso com nenhum político”. Por isso mesmo, foi um dos mais enérgicos críticos da implantação de um novo Código Tributário em Vilhena. A matéria foi aprovada pelos vereadores no ano passado, apesar dos esforços do ativista.
Outra causa abraçada por Fábio, e que lhe rendeu mais popularidade, foi adesão à candidatura do deputado Jair Bolsonaro (PSL) a presidente. Ele distribuiu material do parlamentar presidenciável e liderou uma carreta em apoio a ele na cidade.
Adriano disse que resolver concorrer a deputado estadual por incentivo dos milhares de amigos que tem no Facebook e no WhatsApp. “Eles argumentam que, se defendo tanto os interesses da cidade sem mandato, poderia fazer muito mais na Assembléia Legislativa”, justifica.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 31 de Julho de 2018, às 15:20