Segundo promotor, ex-prefeita deu causa à anulação do pleito de 2016
“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantar-se os poderes nas mãos dos homens maus, o homem chega a se desanimar da virtude, rir da honra e ter vergonha de ser honesto”
Com esta frase do lendário jurista baiano Ruy Barbosa, o promotor eleitoral de Vilhena, Elício de Almeida e Silva protocolou ontem, na Justiça Eleitoral, o pedido de indeferimento da candidatura da ex-prefeita Rosani Donadon (MDB) no pleito suplementar, marcado para o dia 03 de junho.
Em sua argumentação, Elício responsabilizou Rosani pela anulação da eleição de 2016, na qual ela concorreu sob liminar, já que estava com os direitos políticos suspensos. O promotor também afirmou, em sua peça, que é dominante no TSE, a jurisprudência no sentido de barrar as candidaturas de pessoas que deram motivo à anulação da disputa eleitoral anterior.
Após a manifestação do Ministério Público Eleitoral, o juiz Gilberto José Giannasi abrirá prazo para a defesa de Rosani contestar as alegações do promotor. E, só então, o magistrado dará a sentença liberando ou barrando a candidatura da ex-prefeita. Ele tem prazo até o dia 25 de maio para prolatar a sentença.
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