Em conversa com o FOLHA DO SUL ON LINE, por telefone, na tarde de ontem, o ex-senador Expedito Júnior disse que estuda a possibilidade de se candidatar a prefeito de Porto Velho pelo PSDB, partido que preside em Rondônia. O tucano revelou que vai aguardar até outubro para dar uma resposta a lideranças do DEM e do PMDB, que teriam demonstrado interesse em indicar o vice em sua chapa.
Questionado sobre o motivo da espera, Expedito disse que precisa ter certeza de que sua candidatura não será, mais uma vez, atropelada pela Lei da Ficha Limpa. Bem humorado, ele avalia que, no ano passado, só não chegou ao segundo turno porque havia incerteza sobre a aprovação ou não de seu nome pela Justiça Eleitoral. “Eu deveria entrar com uma ação contra o Estado, pois fui prejudicado por uma lei que, no final, acabou não valendo para aquele pleito”, argumenta.
O ex-senador, eleito em 2006, acabou perdendo o cargo para o empresário Acir Gurgacz (PDT), que levou a acusação de compra de votos até o STF. Expedito explica que a pena imposta a ele, em virtude do crime eleitoral, foi de três anos. “Há uma consulta da OAB no Supremo questionando se a Ficha Limpa vai retroagir. Não meu caso, já paguei a pena e, se não houver a retroação, deverei disputar a Prefeitura da capital”, adianta. O tucano também se diz favorável à aplicação da Ficha Limpa, mas faz a ressalva de que ninguém deve ser prejudicado pela interpretação equivocada da norma, que tem como objetivo moralizar as disputas políticas.