PSDB depende de definição de Expedito para engatar alianças em 2018

Em entrevista ao FOLHA DO SUL ON LINE, concedida por telefone na manhã desta quarta-feira, 15, o ex-senador Expedito Júnior desmentiu as especulações de que estaria estudando se desfiliar do PSDB, legenda presidida por ele em Rondônia até dias atrás. A agremiação passou a ser comandada pela deputada federal Mariana Carvalho, eleita em convenção no último final de semana, na capital.

Expedito explicou que a escolha da deputada para o comando do partido teve seu apoio. “Saímos fortalecidos e ajustados da convenção. A Mariana foi cacifada para negociar alianças, mas obviamente só poderá decidir com o aval da executiva. No PSDB ninguém faz nada sozinho”.

Falando de Brasília, o líder tucano elogiou o vereador vilhenense Samir Ali, a quem definiu como “um político de fino trato” e que passa a fazer parte da cúpula estadual tucana. Já em relação ao ex-presidente nacional do PSDB, o senador mineiro Aécio Neves, Expedito foi duro: “Ele deveria ter desconfiômetro e se afastar do partido”. Sobre o futuro da legenda, o ex-parlamentar disse estar torcendo para que o ex-governador do Ceará, Tasso Jereissati, seja eleito presidente nacional na convenção que acontece em breve.

Reconhecendo que é difícil emplacar candidatura a governador e senador no ano que vem, Júnior disse que, neste momento, não é possível dizer com quem os tucanos marcharão. Mas, uma coisa, embora tenha evitado admitir, fica clara: enquanto ele próprio não definir a que cargo vai concorrer, o PSDB também não define o rumo a tomar.