Foi identificada como Claudia Geovana Dourado de Oliveira, de apenas 14 anos, a adolescente sequestrada por faccionados do Comando Vermelho (CV) dentro de um hotel, executada e enterrada numa área de mata às margens da BR-163, na região de Sorriso, cidade de Mato Grosso a 396 km de Cuiabá. O corpo dela foi localizado na tarde de ontem.


Claudia estava desaparecida desde a madrugada da última quinta-feira, 6, quando foi sequestrada de dentro um hotel em Lucas do Rio Verde, 354 km de Cuiabá, também em Mato Grosso. Desde o desaparecimento, equipes da Polícia Civil realizavam diligências para descobrir o paradeiro da adolescente e esclarecer as circunstâncias do caso.


Após dias de investigação, os policiais chegaram ontem a uma área de mata na região de Sorriso e localizaram o ponto onde o corpo havia sido enterrado. O delegado que está à frente das investigações confirmou, em entrevista ao site “Terra MT Digital”, que a vítima foi sequestrada por faccionados do CV.


O Corpo de Bombeiros foi acionado e realizou a escavação da cova. Depois da retirada do corpo, o local foi preservado para o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Durante a investigação, imagens de câmeras de segurança foram analisadas pelos investigadores e contribuíram para a reconstrução de parte do trajeto percorrido após a adolescente deixar o hotel.


Um Fiat Mobi de cor branca também entrou na apuração. Conforme informações levantadas pela investigação, o veículo era conduzido por um motorista que trabalhava com transporte por aplicativo e teria levado pessoas relacionadas ao caso em direção a Sorriso.


Um homem de 31 anos foi preso durante as diligências. A Polícia Civil continua investigando a participação de outras pessoas e busca esclarecer a motivação para o sequestro e o assassinato da adolescente. Claudia foi encontrada dentro de uma cova, em uma região de mata. Segundo informações preliminares obtidas no local, a adolescente estava com as mãos amarradas e apresentava uma corda ao redor do pescoço.


Também havia sinais aparentes de agressões. Informações preliminares levantadas pela reportagem apontam ainda para a possibilidade de que a morte tenha ocorrido por asfixia, hipótese que deverá ser confirmada ou descartada pelos exames periciais.


O caso é investigado como homicídio, e a perícia deverá auxiliar na determinação da causa da morte e na reconstrução dos últimos momentos da adolescente.