Foi levado a júri popular ontem, no Fórum Desembargador Leal Fagundes, em Vilhena, acusado de ser faccionado, o operador de máquinas identificado como Rosano Brito da Costa, que no ano passado tentou matar a tiros o morador de uma quitinete no bairro Cristo Rei, Aryan Alves da Silva.


O crime teria sido motivado pela disputa de território para a venda de drogas. Após ser baleado, a vítima passou por diversas cirurgias, inclusive tendo buscado atendimento médico na cidade de Goiânia (GO).


Rosano chegou à casa da vítima no dia 8 de março de 2025, por volta das 19h59min, e abriu fogo. Segundo o Ministério Público, autor da denúncia contra o acusado, o crime teve motivação torpe, uma vez que Rosano, cujo apelido é “Renegado”, é integrante de uma facção local, e na época do ataque, era vizinho da vítima, que traficava drogas forma autônoma, desvinculado dos grupos criminosos. O denunciado, ao saber que a vítima traficava, a fim de evitar concorrência, tentou matá-la.


Ouvido em juízo, Aryan negou envolvimento com o tráfico, alegando praticar “apenas prostituição”. Após sobreviver ao ataque, ele contou ter levado um tiro nas costas, perto da espinha. Rosano disparou seis vezes, mas apenas um tiro a atingiu.


O alvo da tentativa de homicídio também contou que Rosano estava acompanhado de outra pessoa na moto ao chegar à sua casa. Depois de baleado, o sobrevivente ficou internado por cerca de quatro meses, em duas UTIs, e o crime deixou sequelas, como perda de 30 kg, seis cirurgias e o uso de bolsa de ileostomia.


Ao dosar a pena do acusado, com base na decisão dos jurados, a juíza Fani Angelina de Lima, que presidiu o julgamento em Vilhena, anotou: “Torno DEFINITIVA a pena de 10 (dez) anos 8 (oito) meses de reclusão. NEGO ao acusado o direito de recorrer em liberdade e DETERMINO a sua prisão, devendo ser recolhido ao estabelecimento prisional competente para aguardar o julgamento de eventual recurso, sem prejuízo de reavaliação da determinação nos termos do Código de Processo Penal. O operador de máquinas já responde por outros crimes.