Marcos Cabeludo pode não ser penalizado como colegas cassados por CPI anterior
 
O vereador Marcos Cabeludo (PHS), que herdou o mandato de um colega cassado em Vilhena (Carmozino Taxista, do PSDC), pode ter um destino diferente do antecessor e escapar da degola na CPI instaurada ontem para investigar seu caso. Entenda aqui.
 
Em conversas informais, é possível notar a falta de disposição dos vereadores para passar a lâmina no mandato do colega. Alguns nem disfarçam e dizem que “o caso dele é diferente”, embora o parlamentar tenha sido preso junto com os outros três que acabaram perdendo os mandatos na primeira CPI.
 
QUAL A DIFERENÇA?
Ao contrário dos colegas cassados na CPI anterior, Marcos, que responde a um dos processos penais sobre o “esquema dos loteamentos”, não teria tantos elementos que comprovassem sua autoria em relação aos crimes investigados. Ele chegou a ser acusado de receber um dos lotes e registrar o imóvel em nome da irmã, o que foi esclarecido pelo próprio Carmozino,  que afirmou ter sido ele o vendedor do terreno, o que pode ter fragilizado os indícios apontados na denúncia.
 
Também contribui para a preservação de Cabeludo o fato de que outros três vereadores podem ser denunciados em breve. Eles estariam propensos a poupar o companheiro para não sofrerem a mesma pena quando forem levados a julgamento político por seus pares.
 
E tem ainda o fator Josué Donadon (PMDB): sucessor de Marcos caso ele seja cassado, o atual secretário de Obras de Vilhena enfrenta rejeição entre os atuais parlamentares, que relutam em tomar uma decisão que o beneficie.
 
MUDANÇA NO REGIMENTO
O FOLHA DO SUL LINE apurou que uma alteração no Regimento da Câmara, promulgada no mês passado, permite que uma CPI seja prorrogada quantas vezes for necessário. De acordo com a nova regra, estabelecida para que a legislação municipal se equipare à federal, a CPI não pode passar de uma legislatura para outra. Resumindo: Cabeludo tem argumentos para esticar a investigação contra si até 2020.