Aos 46 anos, Marjorye Rudek diz conhecer os dois lados da vida
Ela morou em Vilhena, entre os anos de 1987 e 1989, ainda na adolescência. Aqui, estudou na tradicional escola Santa Lúcia Filippini. Alguns de seus familiares ainda residem na cidade, da qual ela diz sentir, até hoje muitas saudades. Mas, atualmente, a ex-vilhenense tenta entrar na política, como candidata a deputada federal por São Paulo.
Dos bastidores da televisão brasileira às urnas. Este é um simplificado resumo da linha do tempo da vida de Marjorye Rudek, filha da ex-dançarina Vera Furacão – dos programas do Bolinha e do Silvio Santos – e que nas Eleições deste domingo é candidata à deputada federal pelo DC (Democracia Cristã). Mãe de cinco filhos e avó, a assessora de imprensa de 46 anos foi por sete temporadas apresentadora em uma WebTV do Grande ABC, quando recebeu convite para ingressar na política. E foi uma situação vivida por sua filha em uma escola pública da Zona Leste da Capital que a levou a aceitar o desafio.
“Um dia que minha filha disse para mim que tinha ido na escola ajudar um colega de cadeira de rodas porque a “tia” não podia. Na escola dela são 45 alunos portadores de necessidades especiais e há somente duas cuidadoras para passar sonda, alimentar... Então as escolas não têm projeto certo, não têm salas adequadas. Em algumas escolas as crianças ficam excluídas, jogadas de canto”, conta Marjorye.
A candidata diz que suas experiências de vida também a capacitam ao pleito. “Conheço os dois lados da vida. Fui menina que até os 16 anos tive vida de princesa, estudei nas melhores escolas e frequentei os melhores lugares. Com a morte do meu pai, tive de pagar várias dívidas e fiquei sem nada. Então um dia tinha motorista e no outro estava andando de ônibus, um dia ter o melhor convênio médico e no outro depender do SUS. Conheço a necessidade”, destaca ela, que recentemente gravou vídeos desafiando artistas a utilizarem transporte e saúde públicos para sentirem na pele qual é o atual cenário no País.
Nesta semana, em Ribeirão Pires, o candidato a governador de São Paulo Major Adriano Costa e Silva – que é do partido de Marjorye - sofreu atentado junto de seu assessor, o capitão Hamilton Munhoz. Em entrevista ao Diário, o militar do Exército admitiu que já havia sofrido ameaças, uma realidade pela qual a postulante à Câmara dos Deputados também diz ter passado. “É assustador. Fui fazer campanha na Zona Norte e cheguei a ser ameaçada por feirantes. O pessoal está desacreditado na política, mas sou cara nova, tenho vontade e quero mudar, fazer diferente”, conta a candidata. Aliás, tal situação levou ela e o marido a tomarem uma decisão justamente por medo de qualquer atitude impensada: “faz duas semanas que meus filhos não vão à escola”.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 06 de Outubro de 2018, às 08:41