Garota recebe atendimento pelo SUS em clínica da capital

Munida dos exames da filha, uma menina de apenas 06 anos, a dona-de-casa Alaíde Gomes dos Santos, 34, esteve na redação do FOLHA DO SUL ON LINE, na tarde desta terça-feira, 26, e expôs o drama que vive: ela precisa levar a criança a Porto Velho, onde faz tratamento desde que nasceu, mas a prefeitura de Vilhena está lhe negando as passagens.

A menina sofre de anemia falciforme e, como não existe hematologista que atende na cidade (nas redes pública e particular), desde 2011 ela percorre os 700 km até a capital, onde a clínica Nativida oferece tratamento através do SUS.

Nos últimos três anos, a mulher vem recorrendo ao Ministério Público para garantir o direito da filha, diante da recusa do município em lhe ajudar. “É muita humilhação. Teve uma servidora que chegou a me dizer que a prefeitura não tem culpa da minha filha ter nascido assim”.

Agora, a situação de mãe e filha é ainda mais complicada, porque os exames da garotinha vieram alterados e a consulta dela já está agendada para depois de amanhã (quinta-feira, dia 28). Ela procurou a prefeitura, que teria argumentado: não tem requisição para passagens e, caso a denunciante queira, a única opção de viagem é o ônibus do município, que sai sempre aos domingos para Porto Velho. 

Diante deste impasse, Alaíde desabafou: “Para bancar as diárias de secretários tem dinheiro, mas para socorrer uma criança que realmente precisa de ajuda, alegam isso. Agora, é pedir a Deus que o Ministério Público não deixe minha filha correr esse risco grave”.

 O FOLHA DO SUL ON LINE se coloca à disposição da prefeitura para eventual resposta à denúncia apresentada.