Veio com juros e correção monetária, na noite de ontem, o troco dos militantes do PT do B em Vilhena ao deputado Luizinho Goebel (PV) que teria, segundo eles, “tomado na marra” o diretório do partido na cidade. Pelo menos 15 candidatos a vereador da agremiação, entre eles alguns com chances reais de chegar à Câmara, se desfiliaram da sigla. Todos assinaram ficha no PSD, que é presidido em Vilhena pelo advogado Carlos Pietrobon, aliado número 1 do prefeito Zé Rover (PP). “Isso é pra mostrar de que lado estamos”, bravateou um dos que participaram da debandada. A cerimônia aconteceu na casa do próprio Rover.
Entre os que fizeram a troca, reina a esperança de que todos possam concorrer pela nova sigla. “A estratégia é alegar que houve perseguição, já que o Goebel impôs de cima para baixo um novo diretório”, explicou Gustavo Valmórbida, secretário de Fazenda, que participou da operação de debandada em massa. A questão, no entanto, deve ir parar na justiça, onde Pietrobon promete lutar para registrar as candidaturas dos novos seguidores. Experiência no assunto o dirigente do PSD tem de sobra. A missão, no entanto, é quase impossível, pois a lei eleitoral estabelece como prazo máximo para quem quer disputar cargos, um ano para mudança de partido.
Fazem parte do grupo que migrou de partido Haroldo da Sucam, Manoel Mecânico, Jorjão da 35, Professora Valdete, Pastora Adelires e Guilherme Naré. Este último, que também é secretário municipal adjunto de Terras, foi simplesmente deposto da presidência do diretório.
Aliados de Rover dizem Luizinho teria agido junto ao presidente estadual da agremiação, Miguel Queiroz, para tomar de assalto a legenda. “Mas não adiantou nada. Agora, quero ver ele lançar algum candidato. Ficou lá só o Dalterson”, disse um dos que saíram, referindo-se a Dalterson Vieira, a quem Goebel entregou o PT do B na cidade.