Na noite de sexta-feira, 2, após receber denúncia dando conta de um caso de violência doméstica, a Polícia Militar de Vilhena enviou uma guarnição até o endereço indicado. No local, os militares encontraram uma garota de 20 anos, sentada na calçada, ao lado de vários pacotes contendo suas roupas e pertences pessoais.
Aos policiais, a jovem contou que vive um relacionamento conturbado há alguns meses com um rapaz de 23 anos. De acordo com o relato dela, o amásio apresentaria comportamento excessivamente ciumento e, em ocasiões anteriores, teria lhe agredido fisicamente com tapas.
Algum tempo atrás, disse a denunciante, o acusado teria ido até seu ambiente de trabalho para persegui-la e agredi-la na frente dos colegas dela. A vítima informou que não havia acionado a equipe policial nas situações anteriores para formalização dos fatos. Relatou que, naquela data, teria sido novamente agredida por ele.
A garota também explicou que somente solicitou a presença policial à noite, após o companheiro sair de casa, por temer novas agressões e possíveis represálias. Segundo a vítima, ele também lhe fazia ameaças diversas, afirmando que a mataria caso ela deixasse a residência ou encerrasse o relacionamento.
Impedida de sair da própria casa, e temendo por sua vida, a jovem indicou a casa da sogra, onde o agressor estaria, mas ele não foi encontrado na residência da mãe. A mãe da vítima compareceu ao local e ajudou a levar seus pertences para a casa dela. Também garantiu que iria formalizar queixa na Unisp e pedir medida protetiva para manter o agora ex afastado.