Jovem trabalhava como auxiliar de dentista na cidade de Payerne
A mato-grossense Amannda Rodrigues, 22 anos, morreu em um incêndio que destruiu três prédios, no último domingo (23), na cidade de Payerne, na Suíça. As autoridades locais informaram ter encontrado o corpo da brasileira, já sem vida, após o fim do combate às chamas. A mãe da jovem, Marciléia Rodrigues Rego, que também mora na Europa, acusa os Bombeiros suíços de negligência.
Conforme as informações do jornal "24 Heures", 15 pessoas foram resgatadas com vida, incluindo um bebê. O incêndio teve início às 15h26, no prédio onde a brasileira morava. Os bombeiros chegaram rapidamente ao local, mas só conseguiram apagar as chamas às 19h15, quase quatro horas depois.
A jovem trabalhava como auxiliar de dentista e, nos fins de semana, fazia bicos em casas noturnas. Ela estava dormindo quando o incêndio teve início. A mãe de Amannda diz que conversou com a jovem pelo celular até os últimos momentos de sua vida: “Minha filha me ligou quando o incêndio começou e eu levei um minuto para chegar na porta do apartamento dela. O incêndio começou pequeno, no andar de baixo, e ainda não estava dentro da casa dela. Conversei com ela até o último momento”, diz a mãe em um vídeo postado no Facebook.
“Os bombeiros demoraram mais de 40 minutos para chegar. Deixaram ela se esvair nas labaredas do fogo. Agora fico eu aqui com a dor da perda da minha filha. Quem vai trazer ela de volta para mim? Não posso sequer dar um enterro digno, porque ela foi carbonizada”, completou a mãe.
Marciléia acusa os bombeiros de negligência: “Ainda não tinha fogo no apartamento dela, mas tinha muita fumaça. Dava tempo de eles terem tirado minha filha de lá com vida, mas foram primeiro combater o fogo. Eu gritava, suplicava aos bombeiros para entrarem logo e tirarem ela de lá, porque ela não estava mais conseguindo respirar. Minha filha só perdeu a vida por negligência dos bombeiros e dos policiais”.
O jornal “20 minutes” traz o depoimento de um adolescente que presenciou o fato: “Os agentes foram avisados sobre a presença da jovem no local. “Ainda ouço os gritos da mulher: ‘Tirem minha filha de lá!’ Também lembro de ter visto um jovem vestido de amarelo que, aparentemente, queria ir lá dentro salvar a pessoa. A polícia teve dificuldade para contê-lo”.
O corpo da mato-grossense foi submetido a uma autópsia na cidade de Lausanne e foi velado em uma igreja católica em Payerne. O sepultamento aconteceu ontem (segunda-feira, 01).