A internação, no Hospital Regional de Vilhena, na tarde de ontem, de um menino de 12 anos, acidentado no Mato Grosso, mostra que a saúde local não é tão ruim quanto os críticos do sistema costumam alardear. O garoto foi derrubado por uma égua na cidade de Vila Bela, uma das mais antigas do Estado vizinho, e que fica a cerca de 400 km de Vilhena.
O menino ia para o curral, levando um balde, quando o objeto, ao bater numa árvore, fez um barulho que espantou o animal. Descontrolada, a égua derrubou o adolescente, que caiu e sofreu luxação e fratura no braço esquerdo.
O patrão do pai trouxe o menor e sua mãe para Vilhena, ignorando opções mais próximas, como Pontes e Lacerda e Comodoro, além de outras cidades do Mato Grosso, como Cáceres, que poderiam oferecer tratamento ortopédico ao acidentado. Hoje mesmo o paciente foi atendido e aguarda a liberação para retornar à fazenda.
O dono da propriedade onde aconteceu o episódio justificou a vinda para Vilhena alegando que, aqui, o Hospital Regional tem sempre ortopedistas de plantão, o que não acontece em muitos municípios mato-grossenses.
Ao comentar a situação, o secretário municipal de Saúde, Vivaldo Carneiro Gomes, revelou que são vários os pacientes do Estado vizinho que buscam tratamento em Vilhena. “Atrapalha um pouco e até suga recursos que deveriam melhorar a rede local, mas por lei não podemos deixar de atender ninguém, seja de onde vier”, explica.