“Não quero ser como aquele prefeito de Milão, que abriu tudo e milhares estão morrendo”
 
O governador do Acre, Gladson Cameli, cumpriu agenda no domingo em Cruzeiro do Sul e afirmou à imprensa que este não é o momento de falar em política e eleições, mas sim de salvar vidas no momento de epidemia do coronavírus que já registrou 34 casos até o momento.
 
“Não sabemos nem se haverá eleição este ano e estou vendo muita correria política. O ministro de Saúde Mandetta me aconselhou a reunir os donos de funerárias porque o negócio é sério e ainda vai piorar” frisou o Chefe do Palácio Rio Branco.
 
Para evitar problemas como a “mistura” de política no momento de pandemia, Gladson destaca que a doação de cestas básicas que o governo vai fazer seguirá rígidos critérios “para evitar um mal maior”, ponderou.
 
As cestas serão doadas para atender famílias atingidas por medidas restritivas por causa do coronavírus.
 
ECONOMIA
O governador ressaltou ainda que busca meios de aquecer a economia acreana com a liberação de pagamentos por meio da secretaria Estadual de Infraestrutura.
Ainda sem afirmar se flexibiliza ou não o decreto de fechamento do comércio local, segundo Gladson, o presidente Jair Bolsonaro deve entender que os governadores não podem se responsabilizar por flexibilizar decretos e permitir a abertura de comércios. “Eu ia dizer ao presidente que não posso me responsabilizar pelas consequências. Não quero ser como aquele prefeito de Milão, que abriu tudo e milhares estão morrendo”.